quinta-feira, 14 de julho de 2011

Tempos

Quando eu era mais nova, ficava pensando como seria o meu futuro: O que eu iria ser, onde iria morar, se iria ser eu e só, para sempre. Cresci, conheci e sinto falta. Sinto falta de muita coisa, sinto falta de quando felicidade era jogar dominó com meu avô, ou até de quando usava colchões e lençóis para brincar de casinha com minha prima, ou assistir Bom Dia & Cia, ou brincar de pega-pega com meus primos, ou de Street Fighter no SNES, ou de Crash Bandicoot no PS...

Tá, parei.

Mas sinto falta sim, de todas essas felicidades inocentes e fáceis. Caia, ralava o joelho, colocava remédio e voltava a brincar, "ficava de mal", um minuto depois estava "de bem" de novo, videogame travava sem ter salvo, começava tudo de novo, sem pressa, sem problema, sem crise. Nada mais importava mesmo, era só brincar, ser feliz e aproveitar o dia.

Para deixar bem claro, eu não sinto falta de minha infância, eu a aproveitei do começo ao fim. O que sinto falta é da tal felicidade.

Como uma coisa que antes era tão simples de obter, agora está tão difícil, quase impossível? Porque minhas semanas são tão melancólicas? Porque sinto tanta falta? Porque passo de segunda à sexta, pedindo para que chegue logo o sábado? Porque os motivos das minhas alegrias não estão aqui comigo, agora, me fazendo bem e me impedindo de fazer este post?
Acho que a resposta destas e de muitas outras perguntas poderia ser: Porque é assim que tem que ser.

Porque se fosse mole, se chamaria gelatina e não vida.
Se fosse toda boa, seria a música do Psiríco e não vida. [Me mata]

O que me resta é apostar nas alegrias, porque nem o cheiro da felicidade eu sinto mais.


Até.

Nenhum comentário:

Visitantes